quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bateu o Pavor!!!

Juremir Machado da Silva, colunista do jornal Correio do Povo.


É importante ser claro, falar a linguagem das ruas e dar nome aos bois. A verdade é uma só: está batendo o pavor na direita brasileira. Dá para ouvir os dentes rangendo. Por um lado, Luiz Inácio brilha mais do que nunca no cenário internacional. O doutor FHC nunca teve tamanho prestígio no exterior. Independentemente do resultado do papo com Ahmadinejad no Irã, o mundo inteiro ficou esperando que o iletrado brasileiro resolvesse a parada. Os norte-americanos, mais caras de pau do que nunca, andam furiosos com o Brasil. Descobriram até os direitos humanos. Cobram de Luiz Inácio o fato de ele ficar negociando com um país que dá chibatadas nos seus opositores. É o roto falando do descosido. Os Estados Unidos são especialistas em amizades com ditadores. A China, por exemplo, nada deve ao Irã em repressão.

O ranger de dentes tem razões de todo tipo. A inveja em relação a Luiz Inácio não para de crescer. Todas as previsões dos conservadores foram por água abaixo. O Brasil vai bem, superou a crise como se ela não passasse mesmo de uma marolinha, a popularidade do presidente é estratosférica, a vida da população mais pobre melhorou bastante e, na política internacional, nunca mostramos tanta autonomia. Passamos de coadjuvante a protagonista. Para completar o quadro de pavor da direita, que não sabe mais o que fazer ou dizer, a última pesquisa do Vox Populi mostra Dilma na frente de José Serra, 38% a 35%. E agora? Dilma, a guerrilheira, a sem carisma, a criatura, começou a decolar e já parece muito palatável para eleitores que antes a viam com alguma desconfiança.

Se os dentes continuarem a bater assim, dá para ouvir o barulho enquanto escrevo, os dentistas é que vão faturar. Muita gente vai precisar de dentadura ou de aparelho. Passei, outro dia, por um luminar da direita e ele parecia desesperado. Estava branco, verde, azulado. Nem me aproximei. O homem falava sozinho, resmungava, vociferava e espumava de raiva. Dava para entender o nome Dilma no seu discurso enrolado. Tem gente que não dorme mais. Alguns buscam soluções mágicas. Outros, tentando permanecer racionais, buscam culpados. Não encontram. Perguntas es-drúxulas se repetem: por que Luiz Inácio não fez como Evo Morales e Hugo Chávez? Aí está: Luiz Inácio não traiu só a esquerda, traiu a direita também. Frustrou-a terrivelmente ao não se comportar como um ditador ou como um "perfeito idiota latino-americano".

O que dói mais na direita é ver Luiz Inácio trocando abraços, afagos, sorrisos e ideais com os grandes deste mundo. Dói mais ainda ver Luiz Inácio, com seu traquejo social sem berço nem formação, colocando todos à vontade, fazendo até um russo gelado se derreter e fazer piadinha. Basta Luiz Inácio chegar para o clima ficar mais amistoso. Com essa manha, com essa malemolência, com esse jogo de cintura, Luiz Inácio está prontinho para virar secretário-geral da ONU. Espero que isso não ocorra por uma razão humanitária: FHC não suportaria. Não quero o mal de homem que prestou bons serviços ao Brasil. Luiz Inácio que fique, no máximo, com a OEA. Que loucura!

domingo, 16 de maio de 2010

Jayme Caetano Braun

 E o  Bochincho!!!
O mestre Jayme Caetando Braun, nos ensinou muito sobre nossas origens, ele que juntamente com Cenair Maicá, Pedro Ortaça e Noel Guarani formam “Os Quatro Troncos Missioneiros”. Em homenagem a nossa tradição estaremos publicando duas vezes por semana um estrofe de pajadas do quatro mestres do Rio Grande.

1- A um bochincho - certa feita,
Fui chegando - de curioso,
Que o vicio - é que nem sarnoso,
nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita
Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera.

domingo, 9 de maio de 2010

Comentário

SAUDAÇÕES CARLINHOS...

SÓ QUERIA SABER UMA COISA,NÃ... SAUDAÇÕES CARLINHOS..


SÓ QUERIA SABER UMA COISA,NÃO QUEREM QUE O KERB SEJA MAIS NO CENTRO POR M MOTIVOS.MAS ME RESPONDE UMA COISA SERÁ QUE O KERB DO RINCÃO TAMBÉM NÃO VAI PODER SER MAIS NA RUA?SERÁ QUE O ATLÂNTICO TAMBÉM VAI TER DE TROCAR DE LUGAR PARA UM LUGAR FECHADO?

TE PERGUNTO PORQUÊ O PESSOAL DO COMÉRCIO DO CENTRO TEM ME PERGUNTADO E EU NÃO SOUBE RESPONDER

FICA COM DEUS E UM ABRAÇO.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deu TRICOLOR

... é Campeão!!!
Grêmio ganha o campeonato Gaúcho, mesmo perdendo o clássico GRE-NAL, o tricolor da Avenida Azenha, ganhou o título em jogo disputado no estado Olímpico. A torcida gremista lotou a praça 1º de Maio no Centro de Estância Velha, a alegria foi a marca do momento.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Kerb no Centro II

Carlinhos comenta sobre as manifestações do projeto da permanência do Kerb no Centro
Com o encaminhamento do projeto de lei nº 28/2010, que dispõe sobre o Festival do Kerb como o Patrimônio Histórico e Cultural do Município e sua permanência do local de origem, ou seja, no Centro da cidade, foi provocada uma nova polêmica envolvendo os Poderes Legislativo e Executivo: o Executivo atendendo a vontade das “entidades” organizadoras do evento; o Legislativo defendendo os interesses da comunidade, que na verdade, é o maior motivo da festividade. Pautarei em cinco tópicos os principais motivos da apresentação deste projeto, todavia, respeito a posição divergente da minha, porque democracia não é unanimidade. A primeira significa a vontade da maioria, e a segunda alguém já disse anteriormente, que é burrice.

1- Poder econômico
O poder econômico conta muito nesta hora. Como é a maior festa popular da cidade, o Kerb é esperado por muitas famílias para um momento de descontração e encontro com os pilares da história de nossa colonização. O custo é acessível se levado em conta uma família com quatro pessoas (pai, mãe e dois filhos), participando do Kerb, nos moldes atuais. Sendo ele instituído em um “centro de eventos”, como deseja a atual administração, teria algum custo para o cidadão? Será que esta mesma família teria condições de participar desta festa? O Kerb perderia sua matiz histórica? Continuaria sendo uma festa popular? Quem sairia ganhando com isso?

2- No quesito segurança
Cabe destacar, que sendo em local fechado ou não, a responsabilidade do evento é do poder público, neste caso da prefeitura. A segurança é um elemento essencial para qualquer evento, principalmente, para um evento de grande público. Existem meios de proporcionar uma festa segura; basta sua organização planejar as devidas ações. Então, por este quesito, cai o argumento de fazer o Kerb fora da sua origem.

3- Falta de estrutura
No que tange a falta de estrutura, nem se fala, uma vez que no local pretendido para a realização do “centro de eventos” não há o mínimo de condições de entrar com um carro; levaria um bom tempo para alcançar esta condição. Precisamos observar que será necessário um amplo espaço de estacionamento, uma mega estrutura para absorver os segmentos da cultura alemã, como por exemplo: pavilhões, pistas de apresentações ao ar livre, espaço adequando para mais de um baile ao mesmo tempo, sem contar a falta de viabilidade para a instalação de praças de alimentação.

4- O prejuízo ao comércio
Além de todas as observações feitas, seria prudente, também, que se colocasse na balança o prejuízo do comércio local. Os bares, lanchonetes e restaurantes da região central perderiam um coeficiente fabuloso: menos dinheiro circulando, menos impostos arrecadados, menos visitantes para conhecer o que Estância Velha tem para oferecer ao que nos brindam com suas presenças. Essa ação desestimularia os empresários de apresentar o melhor do seu produto nesses dias de muita circulação de pessoas pela região central no Município.

5- Raízes históricas
Nosso Município tem sua cultura pautada na sua origem. A tradição do povo que desbravou esta terra poderá ser colocada na gaveta do esquecimento com ações que visam apagar sua história. Quantos homens e mulheres se empenharam para a construção daquela que anos depois seria a festa mais popular da cidade. Usamos um exemplo: o falecido Reinato Trein, ex prefeito de Estância Velha por duas gestões, foi o primeiro Rei do Kerb, e assim poderíamos destacar muitos outros que estão sentindo um possível abandono de uma obra criada estritamente para que nossa gente pudesse, pelo menos em alguns dias, esquecer das feridas de muitas batalhas no seu dia a dia.