terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que está realmente em jogo no 2º turno

Os eleitores não decidirão sobre o aborto ou sobre direitos dos homossexuais, e muito menos sobre o passado de quem se opôs à ditadura militar. Decidiram a continuidade do projeto de LULA e Dilma que vem desenvolvendo o Brasil ou o programa de atraso de FHC e Serra. O POVO vai fazer essa escolha.

Uma vitória da DEMOCRÁCIA

Dilma ficou a pouco mais de 3 milhões de votos (cerca de 3% dos votos válidos) da vitória no primeiro turno. É natural que uma certa frustração se instale entre seus apoiadores, que contavam com a liquidação da fatura em 3 de outubro. É natural também que se dê abrigo às mais variadas interpretações do porquê da “derrota” (quando na verdade houve uma enorme vitória, de 47 milhões de votos).

É necessário LIMPAR A MESA


Pronto, dois dias de catarse são mais do que suficientes. Agora é hora de arregaçar as mangas e partir para a batalha final. Antes de qualquer outra providência, é necessário limpar a mesa de trabalho e identificar qual a verdadeira agenda colocada para essas eleições, sobre quais temas os eleitores estão chamados a decidir.

Dilma a candidata do BRASIL


Em muito pouco tempo, depois que foi lançada candidata, Dilma começou a conquistar a preferência do eleitorado. À medida que se identificava como a candidata de Lula, como a candidata da continuidade, milhões e milhões de eleitores manifestavam sua opção por ela. Para esses eleitores, para a grande massa do povo brasileiro, Dilma passou a significar a manutenção de um caminho que tirou dezenas de milhões de brasileiros da miséria, que fez o país desenvolver-se e granjear respeito internacional e que deu concretude à convicção de que já somos hoje aquilo que nossos avós costumavam ouvir e dizer: um “país do futuro”.

O Brasil para o POVO


Era este o debate central da campanha eleitoral. O que estava (e está) em jogo era se iríamos continuar a nos desenvolver com distribuição de renda, ou se voltaríamos à política do governo anterior, de desemprego, aprofundamento da miséria e apartheid social; se iríamos manter uma posição soberana no mundo, ou se retornaríamos ao velho costume de ajoelhar-nos diante dos poderosos internacionais; se manteríamos o patrimônio público e as empresas estatais ou se assistiríamos novamente à orgia de privatizações escandalosas.